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(via vicelishigh)
Quem sabe se um dia;
quando meu Agosto e Setembro voltarem;
eu não volto a ser gente;
e a amar como quem mente.
Quem sabe se um dia;
meus novembros não se acabam;
diferente de um frio quente;
como paixão de adolescente.
Quem sabe se um dia;
eu não passo a escrever por ser feliz;
a me ver sem cadeado nessa história longa:
que não sei se subtrai ou se soma.
Quem sabe se um dia;
eu consigo mudar o “O” de Paixão;
para um “A” de um Nome;
Só pra dizer que das mesmas letras que começam;
também são as mesmas letras que terminam.
Sabe-se quem um dia;
Um dia quem se sabe;
Quem sabe se um dia;
Quem sabe-se um dia;
A gente não cabe ali, no dia.
Só um.
Quem sabe.
- Caio Zenon
- Acho que só tem três coisas que eu gosto tanto. De Amar e de Mentir.
- E a terceira?
- Terceira? Eu só disse que tem uma coisa.
- Qual?
- Amar.
- Caio Zenon
“I stopped for a moment and started thinking:
After all, the truth is that it never ends;
and if it ends, is because it was not true;
and all who have come, all have missed up…
Least one person, one thing, less a feeling…
What has been with me for years since the day it came.
Even having gone several times, changed his mind several times and confused me several times, it never ends and never decreased…
that was my only platonic feeling, and probably my only true sense;
and the only one who i never ventured or experienced…
I came to the conclusion that this is the true one.
Because even after so much misfortune, much demotivation and much time, I still keep it inside me, and wishing all day it near me…”
- Caio Zenon
Você pode ter quem você quiser.
Só é preciso ser aquilo que ela não tem;
mas não precisa ser verdade.
- Caio Zenon
“O Problema é quando você sabe o jeito com que as coisas conspiram ao seu redor;
quando você consegue ver cada detalhe, cada suspiro calculado por aqueles que te prejudicam há tempos;
quando o tempo ainda era fértil e tudo parecia ter se ajeitado numa simples noite;
mas que esquecemos que o problema ainda continuara vivo e presente neste baralho.
Deixar uma vida não viver por causa de uma carta que nos tormenta por séculos é doloroso;
era uma incerteza absoluta e que, mesmo sabendo de toda a verdade, por vezes ignorava isso…
Existe um relógio, e ele está contando todos os segundos, e a cada um que passa é um pedaço meu que morre junto com o meu único sonho;
sonho este que deixei na miséria deste naipe que deveria ter dado um fim certo, em vez de apenas ter embaralhado e achado que estava tudo bem…
Agora meu sonho corre com o tempo e me ameaça, podendo voltar para o fim que eu achara ter deixado no esquecimento.
Há poucos dias eu brinquei de roleta russa com todas as Balas;
eu não sabia se adiantava este pesadelo e tirava de vez a carta do meu Destino;
ou se adiava pra ter mais tempo par resolver, porém diminuindo as chances de isso ser possível;
ou eu me acertava, ou me acertava, a única escolha era ver qual das pólvoras ia queimar minha carne até que meus olhos não abrissem mais.
Esse tempo está muito curto, minhas opções agora são poucas e eu vou ter tempo de fazer apenas uma.
Eu só tenho certeza que eu deveria ter deixado esse baralho passar, porque nele até as cartas mais raras e únicas possuem um Par, não tem apenas uma exclusiva, apenas uma combinação ou apenas a mais importante de todas…
Sempre vai ter outra igual, e quando uma já tiver sido baixada e inutilizada, basta procurar por esta outra no Grimório.
Quando descerem a Família Real, irei rasgar uma por uma;
para ter certeza de que desta vez nenhuma “Segunda-Mão” ficou para trás;
mas vou ter que rasgar a minha junto, já que não sei qual realmente sou;
e então o novo Grimório estará pronto para receber novos Jogadores;
e brincar mais uma vez de descer valores e Blefes até achar algum que me faça acreditar na próxima jogada novamente.”
Farewell, zarpando.
- Meu Antigo verdadeiro Eu.
Ao cúmulo dos pensamentos
E dos mentores
Dos calos almejados a pedra
E da pedra que afia e corta a carne.
E para todos aqueles dias
Que ainda virão…
para te falar
Sentir a dor dos velhos tempos
Olho e pergunto se faz diferença…
Não sei se faz mais…
A morte é como uma droga
Vicia e te envolve quando a ve bem perto de você
E tudo que você deseja depois
É que todos os dias possa acordar morto.
Estar errado seria um alívio.